A doença celíaca é uma condição autoimune na qual a ingestão de glúten (proteína presente no trigo, cevada e centeio) desencadeia uma reação imunológica que destrói as vilosidades do intestino delgado — estruturas responsáveis pela absorção de nutrientes. Afeta aproximadamente 1 em cada 100 pessoas mundialmente, mas estima-se que 80% dos celíacos não estejam diagnosticados — muitos têm sintomas vagos atribuídos a outras causas. A doença tem componente genético forte (genes HLA-DQ2 e DQ8 presentes em 95% dos celíacos) mas nem todos os portadores desenvolvem a doença — fatores ambientais como infecções e microbiota intestinal são gatilhos. O ÚNICO tratamento é a dieta sem glúten RIGOROSA e VITALÍCIA — mesmo traços de contaminação cruzada podem causar dano intestinal silencioso.
Sim, é surpreendentemente comum. A doença celíaca 'silenciosa' ou 'atípica' pode se manifestar apenas como anemia, osteoporose, fadiga, infertilidade ou dermatite herpetiforme — sem diarreia ou dor abdominal. Por isso, exame de sangue (anti-transglutaminase IgA) é recomendado para qualquer pessoa com anemia persistente, osteoporose precoce ou histórico familiar de celíaca.
São condições diferentes. Na doença celíaca, há dano intestinal comprovado por biópsia e anticorpos específicos no sangue. Na sensibilidade não celíaca ao glúten (SNCG), os sintomas melhoram sem glúten mas não há dano intestinal nem anticorpos. Debate-se se o culpado na SNCG é realmente o glúten ou os FODMAPs presentes no trigo. O diagnóstico diferencial é importante.
Aveia pura não contém glúten, mas a maioria da aveia comercial é contaminada com trigo no cultivo e processamento. Cerca de 95% dos celíacos toleram aveia certificada sem glúten. Introduza gradualmente (50g/dia) e monitore sintomas. A aveia certificada sem glúten é processada em instalações dedicadas e testada para contaminação.