A enxaqueca é uma condição neurológica que causa crises de dor de cabeça intensa, pulsátil, geralmente unilateral, acompanhada de náusea, vômito e sensibilidade à luz e som. Afeta 15% da população e é 3x mais comum em mulheres. Alimentos são gatilhos em 10-60% dos pacientes, embora a relação seja individual e nem sempre consistente. Os gatilhos alimentares mais bem documentados são: glutamato monossódico (MSG), nitratos/nitritos (embutidos), tiramina (queijos envelhecidos, vinho tinto), álcool (especialmente vinho tinto e cerveja), cafeína (tanto excesso quanto abstinência) e aspartame. O jejum prolongado e a desidratação também são gatilhos frequentes. Um diário alimentar por 4-8 semanas é a ferramenta mais eficaz para identificar gatilhos individuais.
Ambos, paradoxalmente. Cafeína moderada (1-2 xícaras/dia de forma consistente) pode ajudar — é até ingrediente de medicamentos para enxaqueca. O problema é a VARIAÇÃO: tomar 3 cafés num dia e zero no outro causa abstinência, que é gatilho. Excesso (>300mg/dia) também pode provocar crises. A chave é consistência na quantidade e horário.
Anote tudo que comeu e bebeu, horário, e se teve crise nas 24-48h seguintes. Após 4-8 semanas, padrões emergem. Elimine suspeitos por 4 semanas e reintroduza um por vez. Importante: muitos gatilhos precisam de cofatores (estresse + vinho + sono ruim = crise, mas cada um isolado não). Apps como Migraine Buddy facilitam o registro.
Para crises leves e pouco frequentes, identificar e evitar gatilhos pode ser suficiente. Para enxaqueca frequente (>4 crises/mês), a profilaxia medicamentosa é geralmente necessária. Suplementos como magnésio e riboflavina são complementos eficazes. O manejo ideal combina medicação (quando indicada) + identificação de gatilhos + suplementação + manejo de estresse e sono.