Gastrite é a inflamação do revestimento interno do estômago (mucosa gástrica). Pode ser aguda (episódio pontual) ou crônica (persistente). As causas mais comuns são: infecção por H. pylori (bactéria presente em 50-70% dos brasileiros), uso prolongado de anti-inflamatórios (ibuprofeno, aspirina), excesso de álcool, estresse crônico e alimentação inadequada. Os sintomas incluem dor epigástrica (boca do estômago), queimação, náusea, sensação de estufamento e, em casos graves, sangramento. A alimentação tem papel central tanto na causa quanto no tratamento — certos alimentos irritam a mucosa já inflamada enquanto outros ajudam na cicatrização e proteção.
Depende da quantidade e do momento. Uma xícara após a refeição geralmente é tolerada. O problema é café em jejum (estimula ácido sem alimento para tamponar) e múltiplas xícaras ao dia (irritação crônica). Durante crises agudas, suspender temporariamente é prudente. Após melhora, reintroduzir gradualmente com estômago alimentado.
Sim, forte relação. O estresse crônico eleva cortisol, que aumenta a produção de ácido gástrico e reduz o fluxo sanguíneo para a mucosa (prejudicando a cicatrização). Gastrite 'nervosa' é um termo popular que descreve sintomas gástricos desencadeados por ansiedade e estresse emocional. Tratar o estresse é parte fundamental do tratamento.
Nem sempre. Cerca de 50-70% dos brasileiros têm H. pylori, mas apenas 10-20% desenvolvem problemas (gastrite, úlcera, risco de câncer gástrico). A decisão de tratar depende dos sintomas, achados endoscópicos e fatores de risco. O tratamento é com antibióticos + inibidor de bomba de prótons por 14 dias. Sempre com orientação médica.