A hipertensão arterial (pressão alta) é uma condição crônica em que a força do sangue contra as paredes das artérias é consistentemente elevada. Afeta cerca de 30% dos brasileiros adultos e é o principal fator de risco modificável para doenças cardiovasculares — responsáveis por mais de 300 mil mortes/ano no Brasil. Na maioria dos casos (95%), a causa é multifatorial: genética, excesso de sódio na dieta, sedentarismo, obesidade, estresse e consumo de álcool. É chamada de 'assassina silenciosa' porque raramente causa sintomas até que o dano aos órgãos já esteja avançado. A dieta DASH e a redução de sódio são tratamentos de primeira linha que podem reduzir a pressão em 6-11 mmHg — equivalente a um medicamento anti-hipertensivo. A combinação de alimentação adequada, exercício regular e controle de peso pode prevenir ou retardar significativamente a necessidade de medicação.
A diferença é insignificante — ambos têm ~98% de cloreto de sódio. O sal rosa tem traços de minerais, mas em quantidades irrelevantes. Para hipertensos, o importante é reduzir a QUANTIDADE total de sal, não trocar o tipo. Sal de ervas (mistura de sal com ervas desidratadas) ajuda a reduzir o uso por adicionar sabor com menos sódio.
Sim, significativamente. Exercício aeróbico regular (150 min/semana — caminhada, natação, ciclismo) pode reduzir a pressão sistólica em 5-8 mmHg. Exercício de resistência (musculação) também ajuda em 2-4 mmHg. O efeito é aditivo à medicação e à dieta. Começar gradualmente e manter consistência é mais importante que intensidade.
Sim. Ovos contêm pouco sódio (62mg por unidade) e são fontes de proteína, vitamina D e colina. Estudos recentes não associam consumo moderado de ovos (até 1/dia) com aumento de risco cardiovascular. O problema não é o ovo, mas o que acompanha: bacon, queijo gorduroso e pão com manteiga salgada.