O hipotireoidismo ocorre quando a tireoide não produz hormônios T3 e T4 suficientes, desacelerando o metabolismo de todo o corpo. A causa mais comum no Brasil é a tireoidite de Hashimoto — doença autoimune onde o sistema imunológico ataca a tireoide. Afeta 5-10% da população, com prevalência 5-8x maior em mulheres. Os hormônios tireoidianos regulam metabolismo basal, temperatura corporal, frequência cardíaca, trânsito intestinal e até humor. Quando insuficientes, tudo desacelera. O tratamento padrão é reposição hormonal com levotiroxina, mas a nutrição tem papel importante: iodo é matéria-prima dos hormônios, selênio protege a tireoide contra estresse oxidativo, e certos alimentos (bociógenos) podem interferir na função tireoidiana quando consumidos em excesso.
Crus e em grandes quantidades, podem interferir na captação de iodo pela tireoide (contêm glucosinolatos bociogênicos). Porém, o cozimento inativa esses compostos em 70-80%. Uma porção normal de brócolis cozido é perfeitamente segura. Não deixe de comer crucíferas — os benefícios (fibra, vitaminas, sulforafano) superam o risco em consumo normal e cozido.
Não junto. A levotiroxina deve ser tomada em jejum, com água, e o café deve ser consumido pelo menos 30-60 minutos depois. A cafeína reduz a absorção do medicamento em até 30%. O mesmo vale para suplementos de cálcio e ferro — tomar 4 horas após a levotiroxina.
Depende. Se você tem tireoidite de Hashimoto E doença celíaca (associação não é incomum), retirar glúten é obrigatório. Para Hashimoto sem celíaca confirmada, a evidência é controversa. Alguns pacientes relatam melhora, mas estudos controlados são limitados. Teste por 3-4 semanas e observe — mas NÃO retire antes de fazer exames para celíaca.