A intolerância à lactose ocorre quando o intestino delgado produz pouca ou nenhuma lactase — enzima que quebra a lactose (açúcar do leite) em glicose e galactose para absorção. Sem digestão adequada, a lactose chega intacta ao cólon onde é fermentada por bactérias, produzindo gases, inchaço e diarreia. É extremamente comum: afeta 65-70% da população mundial e até 50% dos brasileiros adultos. Na maioria dos casos, é uma condição gradual (hipolactasia primária do adulto) — a produção de lactase diminui naturalmente após o desmame. É diferente de alergia ao leite (reação imunológica à proteína, não ao açúcar). A maioria dos intolerantes tolera pequenas quantidades de lactose e laticínios fermentados, tornando a restrição total desnecessária na maioria dos casos.
Não, são condições completamente diferentes. Intolerância é deficiência enzimática (lactase) — não envolve sistema imunológico e não causa reação alérgica. Alergia à proteína do leite é reação imunológica (IgE) à caseína ou whey — pode causar urticária, inchaço e anafilaxia. Intolerante pode consumir pequenas quantidades; alérgico deve evitar completamente.
Depende do tipo. Whey concentrado contém lactose residual e pode causar sintomas. Whey isolado é filtrado e contém muito pouca lactose — geralmente é bem tolerado. Whey hidrolisado tem ainda menos. Teste com doses pequenas. Alternativa: proteína vegetal (ervilha, arroz, soja) não contém lactose.
Na maioria dos casos, não. Estudos mostram que a maioria dos intolerantes tolera 12-15g de lactose/dia (equivalente a 1 copo de leite) sem sintomas significativos, especialmente distribuído ao longo do dia e com refeições. Queijos curados, iogurte e kefir são geralmente bem tolerados. A restrição total desnecessária pode causar deficiência de cálcio.