Cálculos renais (pedras nos rins) são depósitos cristalizados de minerais que se formam no trato urinário. O tipo mais comum é o de oxalato de cálcio (80% dos casos). Afeta 10-12% da população ao longo da vida e a recorrência é alta (50% em 5-10 anos). A formação depende de: concentração de minerais na urina (por desidratação), pH urinário, e presença de inibidores da cristalização (citrato). A dieta é o fator modificável mais importante: a paradoxo do cálcio — restringir cálcio AUMENTA o risco porque o oxalato que seria ligado ao cálcio no intestino fica livre e é absorvido. A recomendação moderna é manter cálcio NORMAL e aumentar drasticamente a hidratação.
NÃO — é o oposto. Restringir cálcio AUMENTA o risco de pedras de oxalato de cálcio. O cálcio da dieta liga o oxalato no intestino, impedindo sua absorção e excreção renal. A recomendação é 1.000-1.200mg de cálcio/dia DE ALIMENTOS (laticínios nas refeições). Suplemento de cálcio entre refeições pode aumentar risco — discuta com seu médico.
Sim, com boa evidência. O citrato do limão (e de outras frutas cítricas) inibe a formação de cristais de oxalato de cálcio na urina. Limonada natural diária (4-5 limões em 2L de água) pode aumentar o citrato urinário em 30-50%. É uma das medidas preventivas mais simples e eficazes. Evitar adicionar açúcar — usar a versão natural.
O suficiente para produzir >2L de urina/dia — tipicamente 2,5-3L de líquidos. A urina deve ser clara (como limonada diluída, não como chá). Distribuir ao longo do dia, incluindo antes de dormir (pedras se formam mais à noite quando a urina concentra). Essa é a medida preventiva mais impactante e reduz recorrência em 40-50%.