A rinite alérgica é uma reação inflamatória crônica da mucosa nasal mediada por IgE, desencadeada por alérgenos ambientais: ácaros da poeira, pólen, pelos de animais e esporos de mofo. Afeta 20-30% dos brasileiros e impacta significativamente qualidade de vida, sono e produtividade. A alimentação pode modular a intensidade da resposta alérgica por múltiplos mecanismos: ômega 3 reduz leucotrienos e prostaglandinas inflamatórias, quercetina estabiliza mastócitos (as células que liberam histamina), probióticos modulam a resposta imunológica intestinal (70% do sistema imune está no intestino), e vitamina D regula a expressão de genes envolvidos na resposta alérgica. A dieta ocidental rica em ultraprocessados e ômega 6 excessivo está associada a maior prevalência de alergias em estudos epidemiológicos.
Em casos leves, pode reduzir significativamente a necessidade. A quercetina estabiliza mastócitos e bloqueia liberação de histamina por mecanismo similar aos cromoglicatos. Para rinite moderada a grave, não substitui anti-histamínicos ou corticoides nasais prescritos. A melhor abordagem é usá-la como complemento para reduzir dose de medicamentos — sempre com acompanhamento do alergologista. Começar 2-4 semanas antes da estação polínica potencializa o efeito preventivo.
Sim, com evidência crescente. Probióticos modulam o balanço Th1/Th2 do sistema imune — alergias envolvem hiperativação de Th2. A suplementação de Lactobacillus rhamnosus GG durante gravidez e primeiros meses de vida reduziu incidência de eczema em 50% e rinite alérgica em crianças de alto risco. Em adultos, o benefício é mais modesto mas mensurável. São especialmente úteis quando iniciados antes da estação polínica.
A teoria da dessensibilização com pólen do mel local é atraente mas com evidência científica limitada. Um estudo finlandês mostrou benefício com mel de bétula para alergia a pólen de bétula específico. Mel pasteurizado de supermercado provavelmente não contém pólen suficiente. Mel cru e local pode ter algum efeito como complemento, mas não substitui imunoterapia (vacina para alergia) que é o tratamento de dessensibilização comprovado.