A síndrome do intestino irritável (SII) é o distúrbio gastrointestinal funcional mais comum no mundo, afetando 10-15% da população. É chamada 'funcional' porque não há lesão visível no intestino — os exames mostram estrutura normal, mas o funcionamento está alterado. Os sintomas principais são dor abdominal recorrente associada a mudanças na frequência ou formato das fezes. Existem 3 subtipos: SII-D (diarreia predominante), SII-C (constipação predominante) e SII-M (misto). A causa é multifatorial: hipersensibilidade visceral, disbiose intestinal, alterações na motilidade, eixo intestino-cérebro desregulado e estresse psicológico. A dieta low-FODMAP é tratamento de primeira linha, com melhora em 50-80% dos pacientes. O estresse é gatilho importante — o intestino tem mais de 100 milhões de neurônios (segundo cérebro) e é muito sensível a emoções.
Tem controle, não propriamente 'tratamento definitivo'. A dieta low-FODMAP melhora sintomas em 50-80% dos pacientes. Probióticos específicos, óleo de hortelã-pimenta e manejo do estresse complementam. A maioria das pessoas identifica seus gatilhos pessoais e consegue conviver bem com a condição. Acompanhamento com gastroenterologista e nutricionista especializado é fundamental.
A SII não evolui para câncer nem para doença inflamatória intestinal (Crohn, colite). É uma condição funcional benigna, embora impacte muito a qualidade de vida. Porém, sintomas como sangramento, perda de peso inexplicada ou início após os 50 anos devem ser investigados para afastar outras causas.
O estresse não causa SII diretamente, mas é um dos principais gatilhos de crises. O eixo intestino-cérebro é bidirecional: estresse piora sintomas intestinais, e sintomas intestinais aumentam ansiedade. Técnicas de manejo como meditação, terapia cognitivo-comportamental e exercício regular reduzem significativamente a frequência e gravidade dos episódios.