Baseia-se na premissa de que o corpo humano é geneticamente adaptado à alimentação do Paleolítico (2,5 milhões - 10.000 anos atrás). Prioriza alimentos que caçadores-coletores teriam acesso: carnes, peixes, ovos, frutas, verduras, nozes e sementes. Proíbe grãos, leguminosas, laticínios, açúcar e alimentos processados. Um dia típico paleo inclui ovos com abacate no café, salada com frango no almoço, castanhas como lanche, e salmão com batata-doce no jantar. A premissa evolutiva argumenta que nosso genoma mudou menos de 1% nos últimos 10.000 anos, mas está adaptado a 2,5 milhões de anos de alimentação de caçadores-coletores. Críticos apontam que humanos continuaram evoluindo (tolerância à lactose surgiu há 7.500 anos) e que dietas paleolíticas variavam enormemente conforme geografia e clima.
O mecanismo da Dieta paleolítica baseia-se na modificação de padrões alimentares que influenciam o metabolismo, a composição da microbiota intestinal, o perfil hormonal e os marcadores inflamatórios. A eficácia depende da adesão consistente e da individualidade bioquímica de cada pessoa — o que funciona bem para um indivíduo pode não ser ideal para outro.
Pessoas que respondem bem à restrição de grãos e laticínios. Pode beneficiar quem tem sensibilidade a glúten ou lactose. Praticantes de CrossFit historicamente adotaram.
Proibir leguminosas e grãos integrais remove fontes importantes de fibra e nutrientes. Custo elevado (muita carne, peixe e castanhas). A premissa evolutiva é criticada por antropólogos. Difícil socialização. Pode elevar colesterol em dietas muito ricas em gordura saturada.
Estudos de curto prazo mostram perda de peso e melhora metabólica, mas faltam estudos de longo prazo. A exclusão de leguminosas e grãos integrais contradiz evidências de que esses alimentos protegem contra doenças crônicas. A premissa histórica é simplificada — dietas do Paleolítico variavam enormemente.
A premissa evolutiva é contestada — humanos continuaram evoluindo nos últimos 10.000 anos (ex: tolerância à lactose). Porém, os resultados práticos de reduzir ultraprocessados e aumentar vegetais e proteínas são positivos. O problema é a proibição desnecessária de leguminosas e grãos integrais, que têm forte evidência de proteção à saúde. Converse com um nutricionista para avaliar se essa abordagem é adequada para o seu caso específico, considerando seus exames, histórico e objetivos.
Na versão estrita, não — tanto grãos quanto leguminosas são proibidos. Versões mais flexíveis ('paleo template') permitem arroz branco e feijão bem cozido. A exclusão do feijão na paleo é uma das críticas mais fortes, dado que leguminosas são associadas a longevidade nas Blue Zones. Lembre-se que a melhor dieta é aquela que você consegue manter a longo prazo com qualidade de vida — a sustentabilidade é mais importante que resultados rápidos.
Para a maioria das pessoas, é difícil manter por anos. A restrição de grãos, leguminosas e laticínios limita opções sociais e culturais, especialmente no Brasil. Uma versão 80/20 (80% paleo, 20% flexível) tende a ser mais sustentável e nutricionalmente adequada. Acompanhe seus resultados com exames periódicos e ajuste a abordagem conforme necessário — cada organismo responde de forma diferente.