Eletrólito essencial para equilíbrio de fluidos e função nervosa, mas consumido em excesso pela maioria dos brasileiros.
O sódio é um mineral e eletrólito fundamental para o funcionamento do corpo. Ele regula o volume de líquidos, participa da transmissão nervosa e da contração muscular. O problema é que o brasileiro consome, em média, quase o dobro do recomendado — principalmente por alimentos ultraprocessados e sal de cozinha. O excesso está diretamente associado a hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, que são as principais causas de morte no Brasil. A ANVISA tem implementado políticas de redução de sódio em alimentos industrializados desde 2011, com metas progressivas para a indústria. Aprender a ler rótulos e identificar o sódio escondido em alimentos processados é uma das habilidades nutricionais mais importantes que você pode desenvolver.
A suplementação de sódio raramente é necessária, já que a dieta brasileira fornece sódio em excesso. Atletas de resistência (maratonistas, triatletas, ciclistas de longa distância) podem precisar de reposição eletrolítica durante exercícios prolongados de mais de 90 minutos, especialmente em clima quente. Nesse caso, bebidas isotônicas ou pastilhas de sal são opções adequadas. A OMS recomenda reduzir o consumo para menos de 5g de sal por dia (cerca de 2.000 mg de sódio). Para quem precisa diminuir o sal na comida, substituir gradualmente por temperos naturais como alho, cebola, limão, ervas frescas e especiarias é a estratégia mais eficaz e sustentável.
O brasileiro consome em média 12g de sal por dia — mais que o dobro do máximo recomendado pela OMS (5g). Cerca de 75% do sódio da dieta vem de alimentos industrializados e refeições fora de casa, não do sal que adicionamos na comida. Um único pacote de macarrão instantâneo pode conter até 2g de sódio — praticamente toda a cota diária recomendada em uma única refeição. O molho de soja (shoyu) é outro vilão escondido: uma colher de sopa contém cerca de 1.000 mg de sódio.
A diferença é mínima. O sal rosa contém traços de minerais como ferro e magnésio, mas em quantidades insignificantes. Ambos têm praticamente o mesmo teor de sódio (cerca de 98%). A melhor estratégia é reduzir a quantidade total de sal, independentemente do tipo.
A OMS recomenda no máximo 2.000 mg de sódio por dia (equivalente a 5g de sal). Para hipertensos, a recomendação pode ser ainda menor — consulte seu médico para orientação personalizada.
Sim, a hiponatremia (sódio abaixo de 135 mEq/L) pode ser grave e até fatal. É mais comum em idosos, usuários de diuréticos e atletas que bebem água em excesso sem repor eletrólitos durante exercícios prolongados.