
Por 100g · Fonte: TACO — NEPA/UNICAMP, 4ª edição
| Nutriente | Por 100g |
|---|---|
| Calorias | 884 kcal |
| Proteína | 0g |
| Carboidrato | 0g |
| Gordura | 100g |
| Fibra alimentar | 0g |
| Vitamina C | 0mg |
| Ferro | 0.6mg |
| Cálcio | 1mg |
O azeite de oliva é uma gordura culinária de origem vegetal obtida pela prensagem das azeitonas. Com cerca de 884 kcal por 100 ml, é composto predominantemente por ácidos graxos monoinsaturados (oleico), com menores proporções de poli-insaturados e saturados. É um dos ingredientes centrais da culinária mediterrânea e amplamente utilizado na cozinha brasileira para temperar saladas, finalizar pratos, refogar legumes e aromatizar preparações. O azeite extravirgem é a categoria de maior qualidade: é obtido exclusivamente por processos mecânicos, sem refino químico, e preserva compostos aromáticos e fenólicos que conferem sabor frutado, picante ou amargo conforme a variedade da azeitona e a região de origem. O azeite virgem passa por processo semelhante, mas com padrões sensoriais menos rigorosos. O azeite refinado (comum ou puro) passa por processos químicos de refino que removem acidez e sabor, resultando em produto mais neutro. Na culinária, o extravirgem é preferível para uso a frio e finalizações, onde seu sabor complexo se destaca. Para cocção em temperatura moderada, o extravirgem também funciona bem; seu ponto de fumaça, embora menor que o de óleos refinados, é adequado para a maioria das preparações domésticas. Ao comprar, verifique a data de envase, a acidez declarada e prefira embalagens escuras que protegem da luz. O azeite perde qualidade com o tempo, calor e exposição à luz. Armazene em local fresco e escuro, longe do fogão.
O ácido oleico (gordura monoinsaturada) representa cerca de 70% das gorduras do azeite, com efeito favorável no perfil lipídico. Mas os polifenóis são o grande diferencial: oleuropeína, oleocantal e hidroxitirosol têm ação anti-inflamatória demonstrada. O oleocantal especificamente tem mecanismo similar ao ibuprofeno em pequena escala (irritação característica na garganta ao engolir azeite de qualidade indica presença desses compostos benéficos).
'Azeite não pode aquecer, libera substâncias tóxicas com calor'. Mito viralizado nas redes sociais, refutado por estudos da Universidade de Sevilha e Asociación Española de la Industria del Aceite de Oliva. O ponto de fumaça do extravirgem está entre 190-220°C, suficiente para frituras domésticas controladas. Os polifenóis até protegem contra oxidação durante cocção. Refogar e fritar com azeite é seguro, prático e nutricionalmente vantajoso, sim.

Pode. Embora o ponto de fumaça do extravirgem seja menor do que o de óleos refinados, é adequado para a maioria das preparações domésticas como refogados e assados em temperatura moderada. O sabor pode se modificar com o calor intenso, mas o produto permanece seguro e funcional para cocção do dia a dia.
O extravirgem é obtido por prensagem mecânica sem refino, com padrões rigorosos de acidez e sabor. O virgem é semelhante, com padrões menos exigentes. O refinado passa por processos químicos que removem acidez e sabor, resultando em produto neutro. O extravirgem preserva mais compostos aromáticos e fenólicos; o refinado é mais neutro e suporta temperaturas mais altas.
O azeite tem alta densidade calórica (cerca de 120 kcal por colher de sopa), como qualquer gordura. Em porções controladas e como parte de uma alimentação equilibrada, contribui com gordura de perfil predominantemente monoinsaturado. O excesso calórico de qualquer fonte, incluindo o azeite, pode contribuir para ganho de peso. A quantidade usada é mais relevante do que o tipo de gordura isoladamente. A porção de consumo faz toda a diferença.
Duas a três colheres de sopa por dia é uma referência razoável como parte de uma alimentação equilibrada. A quantidade adequada depende do contexto alimentar geral, incluindo as demais fontes de gordura na alimentação. O azeite é valorizado pelo sabor e pelo perfil lipídico, mas a moderação na quantidade total de gordura permanece relevante.
Verifique a acidez declarada no rótulo (quanto menor, melhor para extravirgem), a data de envase (quanto mais recente, melhor), a origem e se o produto é de prensagem mecânica a frio. Embalagens escuras protegem da luz. O preço muito baixo pode indicar mistura com óleos refinados. O sabor de um bom extravirgem deve ter notas frutadas, com leve picância ou amargor.
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