
Por 100g · Fonte: TACO — NEPA/UNICAMP, 4ª edição
| Nutriente | Por 100g |
|---|---|
| Calorias | 902 kcal |
| Proteína | 0g |
| Carboidrato | 0g |
| Gordura | 100g |
| Fibra alimentar | 0g |
| Vitamina C | 0mg |
| Ferro | 0mg |
| Cálcio | 0mg |
A banha de porco é uma gordura animal obtida pela fundição do tecido adiposo suíno, tradicionalmente usada na culinária brasileira antes da popularização dos óleos vegetais industrializados. Com cerca de 902 kcal por 100 g, é composta por gordura saturada (39%), monoinsaturada (45%) e poli-insaturada (11%), um perfil que a posiciona entre as gorduras animais com maior proporção de gordura monoinsaturada. Na culinária, a banha confere sabor e textura característicos a preparações como feijão tropeiro, torresmo, biscoitos de polvilho, pão de queijo, carnes assadas e refogados regionais. É ingrediente identitário da culinária mineira e de outras tradições do interior do Brasil. A banha tem ponto de fumaça razoavelmente alto e estabilidade em frituras, o que a torna funcional para cocção em alta temperatura. Na panificação, confere maciez e sabor a pães, biscoitos e massas salgadas de maneira que outras gorduras não replicam com a mesma intensidade. A banha passou por período de rejeição durante décadas em que gorduras animais foram amplamente demonizadas. Atualmente, a compreensão sobre gorduras na alimentação é mais nuançada: o perfil lipídico da banha é misto e o consumo moderado pode coexistir com outras fontes de gordura em uma alimentação variada. Não é necessário demonizar a banha nem promovê-la como superalimento; é uma gordura culinária com sabor e tradição, cujo uso em porções moderadas se integra a uma alimentação equilibrada. Ao comprar, prefira banha de procedência conhecida e armazene na geladeira. A banha caseira, feita a partir de toucinho fresco comprado no açougue, permite controlar a qualidade e a procedência da gordura. O processo de fundição é simples e produz como subproduto o torresmo, que por si só é ingrediente valorizado na culinária brasileira. A banha industrializada disponível no mercado é uma alternativa prática com resultado semelhante.
O ácido oleico representa cerca de 50% das gorduras da banha — proporção notavelmente alta para uma gordura animal, comparável ao próprio azeite em monoinsaturadas. Banha de porcos criados em pasto e exposição solar tem quantidade relevante de vitamina D, fato pouco conhecido entre nutricionistas. Para algumas pessoas com dificuldade de obter vitamina D pela alimentação ou pela rotina urbana, banha tradicional é fonte alimentar interessante além das clássicas.
'Banha é a pior gordura possível, entope as artérias com certeza'. Visão simplista herdada dos anos 80, hoje refutada. Metanálises atuais não encontram associação clara entre consumo moderado de gorduras saturadas e mortalidade cardiovascular. Banha em moderação, em receitas tradicionais (1-2 colheres de chá/dia ocasionalmente), é melhor que óleos vegetais hidrogenados ou margarinas industriais. Não é vilã universal — quantidade e contexto importam, como sempre.

A banha contém gordura saturada (39%) e monoinsaturada (45%). A compreensão atual sobre gorduras é mais nuançada do que a demonização que prevaleceu por décadas. O consumo moderado de banha, dentro de uma alimentação variada com diferentes fontes de gordura, não é condenado pelas evidências de forma absoluta. O contexto alimentar geral importa mais do que um ingrediente isolado.
São gorduras diferentes com perfis distintos. A banha é gordura animal com perfil misto de saturada e monoinsaturada. A margarina é gordura vegetal processada com composição que varia entre marcas. A comparação não tem resposta universal: depende do produto específico e do contexto de uso. Ambas podem coexistir na alimentação em moderação.
Corte o toucinho em pedaços pequenos e aqueça em panela grossa em fogo baixo, mexendo ocasionalmente. A gordura se funde lentamente, separando-se dos resíduos sólidos (os torresmos). Coe em peneira fina ou pano limpo e armazene em pote de vidro na geladeira. O processo leva cerca de uma hora.
Em muitas preparações, sim. A banha confere maciez e sabor diferente da manteiga, com resultado mais neutro em termos de sabor lácteo. Em biscoitos e pães salgados, a substituição funciona bem. Em preparações onde o sabor da manteiga é protagonista, como croissant, a troca altera significativamente o resultado.
Sim, como toda gordura animal, a banha contém colesterol (cerca de 95 mg por 100 g). A relação entre colesterol dietético e colesterol sanguíneo é complexa e individual. O consumo moderado de gordura animal, incluindo banha, dentro de uma alimentação equilibrada é a abordagem atual mais fundamentada.
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