
Por 100g · Fonte: TACO — NEPA/UNICAMP, 4ª edição
| Nutriente | Por 100g |
|---|---|
| Calorias | 43 kcal |
| Proteína | 1g |
| Carboidrato | 10.3g |
| Gordura | 0.3g |
| Fibra alimentar | 1.7g |
| Vitamina C | 219mg |
| Ferro | 0.2mg |
| Cálcio | 1mg |
O caju é um pseudofruto tropical brasileiro de sabor doce e levemente adstringente, polpa fibrosa e suculenta, com aroma intenso e cor que varia do amarelo ao vermelho. Com cerca de 43 kcal por 100 g, fornece vitamina C (219 mg — uma das frutas mais ricas), ferro, zinco e compostos fenólicos. O caju é na verdade o pedúnculo (pseudofruto) do cajueiro, não o fruto verdadeiro — que é a castanha presa à base. Cada caju produz uma única castanha, tornando a relação fruto-semente uma das mais desproporcionais da natureza. O Nordeste brasileiro é o principal polo produtor, com o Ceará liderando a produção nacional. A safra concentra-se de agosto a dezembro. O caju fresco é extremamente perecível (1-2 dias após colhido) e de difícil transporte, o que limita seu consumo fresco às regiões produtoras. Fora do Nordeste, o caju é mais consumido como suco (cajuína — suco clarificado, sem fibras, tradição do Piauí), polpa congelada e em doces (doce de caju em calda). Na culinária, o caju funciona como fruta fresca (consumo direto no Nordeste, especialmente na praia), em sucos (suco de caju com açúcar é bebida nordestina onipresente), como cajuína (suco de caju clarificado e pasteurizado em garrafa, sem açúcar — produto artesanal do Piauí reconhecido como patrimônio cultural), em doces (compota de caju, doce de caju com coco), em molhos agridoces, como vinagre de caju e como base de cachaça de caju (aguardente regional). A cajuína piauiense é produto de identidade cultural tão forte que foi reconhecida como patrimônio imaterial pelo IPHAN. O suco de caju industrial é um dos mais populares do Brasil, embora a versão fresca seja incomparavelmente superior em sabor e aroma. A polpa do caju é adstringente (sensação de boca seca) pela presença de taninos, característica que divide opiniões: alguns apreciam, outros rejeitam. O consumo de caju fresco na praia nordestina — comprado de vendedores ambulantes com sal ou açúcar — é experiência cultural e gastronômica que turistas e nativos compartilham. A castanha de caju, embora do mesmo fruto, é produto alimentar completamente diferente com uso e mercado próprios, tratada em categoria separada. O cajueiro é árvore de porte impressionante: o maior cajueiro do mundo fica em Pirangi do Norte (RN), com copa de 8.500 m² que parece uma floresta inteira mas é uma única árvore, visitada por turistas de todo o mundo.
Vitamina C alta (219mg/100g — mais que goiaba e laranja juntas!) + taninos adstringentes. Taninos dão a sensação de 'amarrar' a boca, mas são compostos com ação antioxidante. Função: imunidade (vitamina C), antioxidante (taninos + vitamina C), efeito digestivo. Caju é uma das frutas mais densas em vitamina C do Brasil — meio caju por dia já cobre necessidade diária. Combinação com castanha entrega perfil completo: fruta + oleaginosa + alta densidade nutricional.
'Caju 'arde' o intestino' é mito. Taninos do caju podem dar leve sensação adstringente na boca, mas não 'queimam' o intestino. Pode causar leve irritação em pessoas com gastrite — mas isso é específico, não regra. Outro mito: 'castanha de caju é só gordura'. Tem 18g de proteína por 100g — uma das oleaginosas mais proteicas. Outro: 'caju in natura é sempre amargo'. Cajus maduros e da variedade certa podem ser surpreendentemente doces.

Botanicamente, o caju (parte carnosa) é o pedúnculo do cajueiro, não o fruto verdadeiro. A castanha (presa à base) é o fruto real. Na prática alimentar, o caju é consumido como fruta e assim é tratado na culinária e no comércio.
É suco de caju clarificado (sem fibras) e pasteurizado em garrafa, produzido artesanalmente no Piauí sem adição de açúcar ou conservantes. O sabor é limpo e puro, diferente do suco de caju convencional. Foi reconhecida como patrimônio imaterial pelo IPHAN pela importância cultural.
A alergia ao caju está relacionada à castanha de caju (tree nut allergy), não ao pseudofruto. A polpa do caju fresco raramente causa reações alérgicas. No entanto, pessoas com alergia confirmada à castanha de caju devem consultar profissional sobre o consumo do pseudofruto por precaução.
Cajus mais maduros (cor mais vermelha) são menos adstringentes. Adicionar açúcar ao suco suaviza a sensação. O preparo da cajuína (clarificação) remove parte dos taninos responsáveis pela adstringência. A preferência pessoal determina: muitas pessoas apreciam a adstringência como parte do sabor.
O cajueiro é nativo do Nordeste brasileiro e cultivado predominantemente lá, mas existe em outras regiões tropicais do Brasil e do mundo. A fruta fresca é difícil de encontrar fora do Nordeste pela perecibilidade extrema. Polpa congelada e suco industrial estão disponíveis em todo o Brasil.
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