InícioDicionário › Jiló
Jiló
🟢
Verduras

Jiló

Tabela nutricional por 100g · Fonte: TACO/UNICAMP
38
Calorias
1.4g
Proteína
7.9g
Carbo
0.2g
Gordura

📊 Tabela nutricional completa

Por 100g · Fonte: TACO — NEPA/UNICAMP, 4ª edição

NutrientePor 100g
Calorias38 kcal
Proteína1.4g
Carboidrato7.9g
Gordura0.2g
Fibra alimentar4.6g
Vitamina C41mg
Ferro0.8mg
Cálcio17mg

✅ Benefícios

Fibra altaVitamina CBaixa caloria

📖 Sobre Jiló

Jiló é vegetal tipicamente brasileiro, especialmente em Minas Gerais. Pertence à família das solanáceas (junto com tomate, berinjela, pimentão). Característico pelo amargor — atributo que muita gente rejeita, mas que indica concentração de compostos bioativos (alcalóides com efeito anti-inflamatório). Apenas 38 kcal por 100g, alta em fibras (4.6g) e vitamina C (41mg). De forma geral, o jiló é um bom exemplo de como o amargor não é defeito, mas característica que sinaliza a presença de compostos protetores naturalmente concentrados no alimento. Variedades comuns no mercado brasileiro: jiló comum (verde, mais amargo), jiló doce (menos amargo). Em algumas situações, especialmente em pessoas com restrição calórica ou em busca de mais fibras, o jiló pode contribuir como vegetal versátil para refeições do dia a dia, com perfil nutricional denso por porção. O baixo teor calórico aliado ao alto teor de fibras torna o jiló alimento naturalmente saciante, característica que pessoas em controle de peso costumam apreciar. Estudos populacionais com solanáceas em geral indicam efeitos positivos sobre marcadores inflamatórios e digestivos. A vitamina C presente, embora menor que em frutas cítricas, contribui ainda assim para o aporte diário desse antioxidante quando o jiló compõe o cardápio com regularidade. A tradição mineira do jiló refogado com carne ou frango representa um exemplo de aproveitamento culinário que combina sabor, custo acessível e valor nutricional em prato cotidiano.

⭐ Nutriente em destaque

Fibras são o destaque do jiló — 4.6g por 100g, das mais altas entre vegetais. Fibras contribuem pra saciedade, saúde intestinal e controle glicêmico. Compostos amargos do jiló (alcalóides solanáceos em pequena quantidade) têm efeito hepatoprotector modesto em estudos. Jiló também é fonte de vitamina C (41mg) e ácido fólico (22µg).

🚫 Mitos e verdades

'Jiló é só amargo, não tem valor' é mito comum. Na realidade, o amargor indica compostos bioativos. Jiló tem fibra alta, vitamina C e baixíssima caloria. É alimento subutilizado mas nutricionalmente valioso. Outro mito: 'jiló cru é tóxico'. Em quantidades muito grandes contém solanina (como batata verde), mas em consumo normal cozido é totalmente seguro.

🔀 Combinações inteligentes

💡 Dicas práticas

💡 Dica do nutricionista

Camila indica: Amargo mas nutritivo — refogado com alho e cebola
Camila Gimenez Bizam
Camila Gimenez BizamNutricionista · CRN-3 17826
Revisora dos planos do Nutrição Inteligente

❓ Perguntas frequentes

Jiló é bom para o fígado?

Há tradição popular que associa o jiló à saúde do fígado. Cientificamente, há evidências modestas: os alcalóides amargos podem ter efeito hepatoprotetor leve, e as fibras ajudam na excreção de toxinas pelo intestino. De forma geral, o jiló não é tratamento para condições hepáticas, mas pode ser considerado alimento que contribui para uma alimentação equilibrada. Em situações específicas de doença hepática, é fundamental acompanhamento médico e nutricional individualizado.

Crianças aceitam jiló?

Em geral, crianças rejeitam o jiló pelo amargor — o paladar infantil é naturalmente mais sensível a esse sabor. Em algumas situações, uma estratégia que costuma funcionar é introduzir aos poucos em receitas familiares (refogado com carne moída, em escondidinho), sem forçar aceitação. De forma geral, o paladar amadurece com o tempo e a exposição repetida ao alimento ajuda na aceitação progressiva.

Pode comer jiló cru?

O consumo cru não é a forma habitual. O jiló é solanácea com pequena quantidade de solanina, composto que é parcialmente reduzido pelo cozimento. Em algumas situações, fatias finas marinadas em limão e sal são consumidas em saladas regionais, mas a forma mais comum e palatável é o jiló cozido ou refogado.

Jiló tem efeito anti-inflamatório?

De forma geral, alimentos da família das solanáceas (incluindo o jiló) contêm alcalóides e flavonoides que podem ter efeitos anti-inflamatórios modestos em estudos in vitro e em modelos animais. Em algumas situações, pessoas que consomem vegetais variados costumam apresentar marcadores inflamatórios mais baixos em estudos populacionais, mas o efeito isolado de um único alimento é difícil de quantificar em humanos.

Como reduzir o amargor do jiló?

Diversas técnicas culinárias podem suavizar o amargor: corte e deixe de molho em água com sal por 30 minutos antes do preparo; cozinhe rapidamente em fogo alto sem cobertura; combine com ingredientes umami (carne, tomate, alho) que equilibram o sabor. Em algumas situações, o jiló doce (variedade comercial) pode ser preferido por pessoas mais sensíveis ao amargor.

Jiló pode ser consumido em dietas low carb?

De forma geral, sim. Com apenas 7.9g de carboidrato por 100g, sendo boa parte composta por fibras, o jiló se encaixa bem em estratégias alimentares de baixo carboidrato. Em algumas situações, pessoas em dietas cetogênicas costumam apreciar o jiló pela combinação de baixo carboidrato líquido, alto teor de fibras e sabor que combina com proteínas e gorduras saudáveis.

Plano personalizado

Quer orientação sobre Jiló no seu plano alimentar?

Revisado pela Camila · CRN-3 17826 · R$47/mês
Conhecer o Feito para Você →

🔗 Explore mais

📎 Fontes

📎 Referências

📄
TACO — NEPA/UNICAMP (4ª ed.)
Tabela Brasileira de Composição de Alimentos — referência nutricional oficial do Brasil.
📄
Guia Alimentar para a Pop. Brasileira
Ministério da Saúde, 2ª ed., 2014.

👩‍⚕️ Revisado por nutricionista

Camila Gimenez Bizam
Camila Gimenez Bizam Nutricionista · CRN-3 17826
Revisora dos planos alimentares do Nutrição Inteligente
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a orientação de um nutricionista ou médico. As informações são baseadas em fontes oficiais como a Tabela TACO (NEPA/UNICAMP) e o Guia Alimentar do Ministério da Saúde (2014). Consulte um profissional de saúde antes de fazer mudanças significativas na sua alimentação.