
Por 100g · Fonte: TACO — NEPA/UNICAMP, 4ª edição
| Nutriente | Por 100g |
|---|---|
| Calorias | 313 kcal |
| Proteína | 7.6g |
| Carboidrato | 74.9g |
| Gordura | 8.4g |
| Fibra alimentar | 26.3g |
| Vitamina C | 46.5mg |
| Ferro | 43mg |
| Cálcio | 834mg |
O louro é uma folha aromática seca amplamente utilizada na culinária brasileira e mundial para perfumar caldos, feijões, sopas, carnes cozidas e molhos. Com sabor suave, levemente amargo e herbáceo, o louro libera aroma gradualmente durante a cocção longa, tornando-se mais pronunciado quanto mais tempo permanece na preparação. As folhas de louro são utilizadas secas, inteiras, e devem ser retiradas antes de servir o prato, já que a folha em si é rígida e não comestível. Uma a duas folhas costumam ser suficientes para uma panela de feijão ou um ensopado de tamanho familiar. O louro fresco tem aroma mais intenso e amargo do que o seco; a secagem suaviza o perfil aromático. No mercado brasileiro, o louro seco é encontrado em qualquer supermercado na seção de temperos, a custo acessível. Ao comprar, prefira folhas inteiras, verdes-acinzentadas e aromáticas ao serem esmagadas entre os dedos. Folhas quebradiças e sem cheiro já perderam potência. Armazene em pote fechado, ao abrigo de luz e umidade, por onde mantém aroma por vários meses. O louro é um tempero discreto que não se destaca no prato final, mas cuja ausência é notada por quem está acostumado: um feijão sem louro pode parecer menos aromático e menos profundo em sabor para quem aprecia a diferença sutil que a folha confere. O louro também faz parte de misturas clássicas como o bouquet garni francês, junto com tomilho e salsinha, amarrados em um maço que é adicionado ao caldo e retirado ao final. Essa técnica permite aromatizar caldos e ensopados de forma controlada e elegante, sem fragmentos de ervas soltos no líquido.
O cineol é o composto-assinatura do louro, óleo essencial responsável pelo aroma característico. Tem ação digestiva e carminativa, ajudando reduzir gases e estimular secreções gástricas. Soma-se a outros óleos essenciais voláteis em pequena quantidade. O perfil aromático único faz o louro insubstituível em molhos longos — substituir por outra erva muda completamente o resultado final do prato tradicional.
'Louro é folha velha sem propriedade real, só tradição'. Falso. Apesar do uso antigo, propriedades digestivas e carminativas têm suporte científico. Estudos mostram efeito sobre motilidade gástrica e redução de gases. Tradicionalmente usada para suavizar pratos pesados (carnes em ensopado, leguminosas), tem função cultural e fisiológica reais. Não é remédio mágico, mas contribui para digestibilidade de pratos longos quando incluída desde o começo do cozimento.

Sim, embora de forma sutil. O louro confere profundidade aromática e notas herbáceas ao caldo durante a cocção longa. A diferença é mais perceptível pela ausência do que pela presença: quem está acostumado a cozinhar com louro nota quando ele falta. Uma a duas folhas por panela são suficientes para o efeito. Em caldos e consomés, onde a clareza do sabor é importante, o louro contribui com profundidade que complementa os demais ingredientes aromáticos.
A folha de louro não é tóxica, mas é rígida e pontiaguda, podendo causar desconforto se engolida. Por isso, deve ser retirada antes de servir. Sua função no prato é exclusivamente aromática, liberando compostos durante o cozimento e sendo descartada em seguida.
O fresco tem aroma mais intenso e notas mais amargas. O seco é mais suave e equilibrado, sendo a forma mais usada na culinária do dia a dia. Na proporção, uma folha fresca equivale a aproximadamente duas secas em intensidade aromática. Ambos funcionam bem em cocções longas.
O louro em pó existe, mas é menos comum e perde aroma rapidamente. A vantagem é que se integra ao caldo sem necessidade de retirar depois. A folha inteira preserva melhor os compostos aromáticos durante o armazenamento e libera sabor de forma mais controlada durante a cocção.
Bem armazenado em pote fechado e ao abrigo de luz, o louro seco mantém aroma por seis meses a um ano. Após esse período, a potência diminui gradualmente. Quando a folha não tiver mais cheiro perceptível ao ser esmagada entre os dedos, é hora de substituir.
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