
Por 100g · Fonte: TACO — NEPA/UNICAMP, 4ª edição
| Nutriente | Por 100g |
|---|---|
| Calorias | 28 kcal |
| Proteína | 0.9g |
| Carboidrato | 6.4g |
| Gordura | 0.1g |
| Fibra alimentar | 1.8g |
| Vitamina C | 21mg |
| Ferro | 0.3mg |
| Cálcio | 30mg |
O nabo é uma raiz tuberosa de sabor suave a ligeiramente picante, textura firme e cor branca com topo arroxeado. Com apenas 28 kcal por 100 g, é um dos vegetais de menor caloria, fornecendo vitamina C (21 mg), potássio (191 mg) e fibras (1,8 g). É uma hortaliça tradicional de climas temperados, com presença forte nas culinárias europeia e asiática e menos popular no Brasil do que cenoura, beterraba e batata. Na culinária, o nabo funciona cozido (em sopas, purês, ensopados), assado (caramelizado no forno com azeite e ervas), cru (ralado em saladas, com textura crocante e sabor ligeiramente apimentado), em conserva (pickles, especialmente na culinária japonesa como oshinko) e como ingrediente de cuscuz marroquino. O sabor do nabo varia com o tamanho e a maturação: nabos jovens e pequenos são mais suaves e doces; nabos grandes e maduros tendem a ser mais picantes e amargos. Ao comprar, prefira nabos pequenos a médios, firmes e sem manchas. As folhas do nabo (rama) são comestíveis e nutritivas: mais ricas em cálcio e vitamina C do que a raiz, podem ser refogadas como qualquer folha verde ou usadas em sopas. O aproveitamento integral (raiz + folhas) maximiza o valor do vegetal. Na culinária japonesa, o nabo (daikon, uma variedade grande e longa) é ingrediente fundamental: ralado como acompanhamento de sashimi, em conserva, em sopas e em nimono (cozido em dashi). A versão ocidental do nabo é menor e mais redonda, com uso mais comum em sopas, purês e assados. Armazene na geladeira em saco plástico sem as folhas (que puxam umidade da raiz). Dura até uma semana bem conservado. O nabo é uma hortaliça subestimada no Brasil que merece mais espaço na rotina culinária pela versatilidade, acessibilidade e sabor próprio que agrega diversidade ao cardápio. O nabo é ingrediente frequente em receitas de sopas de inverno europeias, onde a tradição de cozidos longos com raízes e legumes transforma ingredientes simples em pratos reconfortantes. Na Coreia, o nabo em kimchi (kkakdugi) é preparação fermentada com pimenta que demonstra a versatilidade do vegetal em conservas apimentadas. O cultivo do nabo é rápido (colheita em 30 a 60 dias) e adaptável a diversos climas, o que o torna acessível para hortas domésticas e agricultura familiar. A temporada no Brasil é mais favorável nos meses frios, quando os nabos tendem a ser mais doces e menos amargos.
Vitamina C é destaque do nabo — 21mg/100g com biodisponibilidade boa. As folhas (frequentemente descartadas) são MUITO mais ricas: 60mg de vitamina C, 190mg de cálcio, 251µg de vitamina K. Quem joga as folhas fora perde 80% do valor nutricional do alimento. Nabo também tem glucosinolatos (compostos da família crucífera com efeito anti-inflamatório).
'Nabo é amargo e estraga prato' — meia verdade. Nabos jovens (pequenos) são suaves; os grandes ficam mais picantes. Cozimento reduz ardor. Outro mito: 'só a raiz é comestível'. Verdade: as folhas do nabo são MAIS nutritivas que a raiz. Refogadas como couve, são deliciosas e poderosas nutricionalmente.

São parentes botânicos (família Brassicaceae), mas espécies diferentes. O nabo é maior, de polpa branca e sabor mais suave. O rabanete é menor, avermelhado e mais picante. Ambos são raízes tuberosas com usos culinários semelhantes mas perfis de sabor distintos.
Em algumas preparações (purê, sopa, assado), funciona como substituto com menos calorias e menos amido. A textura e o sabor são diferentes: o nabo é mais leve e ligeiramente picante. Para quem busca variar além da batata, o nabo é alternativa interessante com perfil nutricional próprio.
Sim. Cru e ralado ou fatiado fino, tem textura crocante e sabor apimentado suave. Em saladas, funciona como ingrediente de contraste. Nabos jovens são mais palatáveis crus; maduros podem ser amargos e são melhores cozidos.
Nabos amargos podem ser amaciados fervendo em água por 5 minutos e descartando a água antes do preparo final. Nabos jovens e pequenos raramente são amargos. A cocção em geral atenua o sabor picante e amargo das raízes maiores.
Na culinária japonesa (daikon), chinesa, coreana (kimchi de nabo), francesa (como ingrediente de pot-au-feu), marroquina (cuscuz com legumes) e do norte da Europa (sopas de inverno). No Brasil, é menos popular, mas disponível em feiras e supermercados o ano todo.
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