
Por 100g · Fonte: TACO — NEPA/UNICAMP, 4ª edição
| Nutriente | Por 100g |
|---|---|
| Calorias | 83 kcal |
| Proteína | 1.7g |
| Carboidrato | 18.7g |
| Gordura | 1.2g |
| Fibra alimentar | 4g |
| Vitamina C | 10.2mg |
| Ferro | 0.3mg |
| Cálcio | 10mg |
A romã é uma fruta de origem mediterrânea caracterizada por seus arilos, pequenas sementes envoltas em polpa vermelha suculenta e de sabor doce-ácido. Com cerca de 83 kcal por 100 g, fornece fibras (4 g), vitamina C (10 mg), potássio (236 mg) e compostos fenólicos que conferem a cor avermelhada intensa à polpa. No Brasil, a romã tem presença cultural forte, associada a tradições de Ano Novo e simpatias populares, mas seu uso culinário vai muito além do simbólico: os arilos podem ser adicionados a saladas, iogurtes, sobremesas, sucos e até preparações salgadas como tabule e cuscuz marroquino. O suco de romã, quando preparado com os arilos frescos, preserva parte dos compostos da fruta, embora perca fibras no processo de coagem. A romã inteira, com os arilos mastigados incluindo as pequenas sementes, é a forma que melhor preserva o perfil nutricional completo, mantendo as fibras e os compostos da casca interna. Para abrir a fruta de forma prática, uma técnica eficiente é cortar ao meio e bater com uma colher de pau sobre a casca, deixando os arilos caírem em uma tigela com água, onde se separam facilmente dos fragmentos de membrana branca. Ao comprar, prefira frutos pesados para o tamanho, com casca firme e sem rachaduras ou manchas escuras. A romã inteira pode ser armazenada na geladeira por várias semanas, mantendo boa qualidade. Os arilos já separados duram poucos dias refrigerados, mas podem ser congelados em porções para uso posterior em smoothies, sobremesas e coberturas de pratos.
Punicalagina é destaque ÚNICO da romã — polifenol exclusivo dessa fruta, com potente ação antioxidante e anti-inflamatória. Estudos mostram efeito sobre saúde cardiovascular: redução de pressão arterial, melhora de função endotelial, redução de oxidação de LDL. Romã também tem vitamina C, folato e potássio em quantidades modestas. O destaque é mesmo a punicalagina e outros polifenóis exclusivos.
'Suco de romã é melhor que a fruta inteira' — meia verdade. Suco de romã 100% (sem açúcar adicionado) tem polifenóis. MAS perde fibras das sementes. E versões com açúcar adicionado anulam grande parte do benefício. Fruta inteira (mastigando sementes) é estratégia mais inteligente. Outro mito: 'romã cura câncer' — desinformação. Tem efeito modesto cardiovascular comprovado, mas claims de cura são exagero.

A romã contém compostos fenólicos, como as antocianinas que dão cor à polpa, que são classificados como antioxidantes. Esses compostos são encontrados em diversas frutas vermelhas e roxas. Seu papel na alimentação é contribuir para a diversidade de compostos bioativos na dieta, sem que se deva atribuir efeitos terapêuticos específicos ao consumo de uma fruta isolada.
O suco preserva parte dos compostos da fruta, mas perde fibras, especialmente quando coado. A versão natural, sem adição de açúcar, é preferível. Sucos industrializados podem conter açúcar adicionado e conservantes. A fruta inteira, com os arilos mastigados, é a forma que melhor preserva o perfil nutricional completo.
A romã pode ser consumida regularmente como parte de uma alimentação variada em frutas. Duas a três porções por semana é uma frequência razoável, equilibrando com outras frutas para garantir diversidade nutricional. Não há restrição específica para o consumo frequente de romã na população geral.
Sim. Os arilos incluem a semente envolta em polpa. A semente em si é rica em fibras e pode ser mastigada e engolida sem problemas. Quem prefere pode cuspir a semente e consumir apenas a polpa, mas mascar os arilos inteiros é a forma mais nutritiva de consumir a fruta.
Alguns estudos preliminares associaram compostos da romã a efeitos favoráveis sobre marcadores cardiovasculares, mas as evidências não são suficientes para afirmar um benefício clínico direto. A romã pode fazer parte de uma alimentação variada e rica em frutas e vegetais, padrão alimentar que, no conjunto, é associado a menor risco cardiovascular.
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