Por 100g · Fonte: TACO — NEPA/UNICAMP, 4ª edição
| Nutriente | Por 100g |
|---|---|
| Calorias | 553 kcal |
| Proteína | 31.6g |
| Carboidrato | 8.7g |
| Gordura | 48.8g |
| Fibra alimentar | 4g |
| Vitamina C | 0.5mg |
| Ferro | 8mg |
| Cálcio | 70mg |
A semente de hemp (ou hemp seed) é a semente do cânhamo (Cannabis sativa L.), planta da mesma espécie botânica da maconha, mas de variedades industriais selecionadas com baixíssimo teor de THC (o composto psicoativo). No mercado alimentar, a semente comercializada é a versão descascada, chamada em inglês de hulled hemp seed ou hemp hearts, com cor esverdeada e sabor levemente amanteigado, semelhante ao de nozes ou girassol. Com cerca de 553 kcal por 100 g, as sementes descascadas fornecem 31,6 g de proteína (uma das oleaginosas com maior densidade proteica), 48,8 g de gordura predominantemente insaturada (com equilíbrio favorável entre ômega-6 e ômega-3), 8,7 g de carboidratos, 4 g de fibras, 8 mg de ferro (alto para semente), 70 mg de cálcio e magnésio abundante. Uma característica que distingue o hemp de outras sementes é o perfil proteico: contém todos os aminoácidos essenciais em proporções adequadas, com quantidade relevante de arginina e edestina (proteína de alta digestibilidade), o que torna o hemp uma proteína completa de origem vegetal — atributo raro entre sementes e oleaginosas. No Brasil, a semente de hemp é produto importado (a legislação nacional permite a importação do produto alimentar quando o teor de THC está dentro do limite regulatório) e geralmente encontrada em lojas de produtos naturais, lojas online e algumas redes de supermercados. O preço é elevado por conta do frete internacional e do nicho de mercado. Na culinária, a semente de hemp descascada funciona polvilhada crua sobre saladas, iogurtes, vitaminas e frutas (o sabor é suave e não domina outras preparações), em granolas e barras de cereais, batida em vitaminas e smoothies para adicionar proteína e ômega-3, em receitas de pães e bolos (a farinha de hemp resulta de moer as sementes com casca ou descascadas), como leite de hemp (batido com água e coado, com textura similar a leite de amêndoas) e em molhos cremosos vegetais. O sabor é discreto o suficiente para incorporar em preparações sem alterar significativamente o resultado, o que facilita o uso cotidiano. Armazene em recipiente fechado na geladeira ou no freezer: os óleos insaturados oxidam com calor e luz, e as sementes descascadas são particularmente susceptíveis à rancificação em temperatura ambiente. O consumo de sementes de hemp não causa qualquer efeito psicoativo: o teor de THC é desprezível e regulado internacionalmente para produtos alimentares.
A proteína vegetal completa (31,6 g por 100 g, com todos os aminoácidos essenciais em proporções adequadas) e o ferro (8 mg por 100 g, alto para semente) são os destaques nutricionais que fazem do hemp um alimento de interesse particular para vegetarianos e veganos. A gordura é predominantemente insaturada (48,8 g por 100 g), com equilíbrio favorável entre ômega-6 e ômega-3 (na forma vegetal de ácido alfa-linolênico, ALA). Contém ainda magnésio abundante, cálcio (70 mg por 100 g) e fibras (4 g por 100 g). A digestibilidade da proteína (favorecida pela edestina, uma proteína de alta biodisponibilidade) é característica que distingue o hemp de outras sementes.
'Semente de hemp causa efeito psicoativo como maconha' — FALSO. Embora sejam da mesma espécie botânica (Cannabis sativa), as variedades industriais usadas para produção alimentar têm teor de THC desprezível, regulado internacionalmente para produtos comercializados como alimento. Não há efeito psicoativo em nenhuma quantidade prática de consumo alimentar. Outro mito: 'hemp é ilegal no Brasil' — falso; a importação e o consumo do produto alimentar são permitidos dentro do limite regulatório de THC. O que é regulamentado é a produção nacional de plantas com THC alto para uso medicinal, questão distinta do produto alimentar. Outro mito: 'hemp tem ômega-3 igual ao do salmão' — falso; hemp tem ALA (ômega-3 vegetal), enquanto o salmão tem EPA e DHA (formas ativas). A conversão de ALA em EPA/DHA no organismo humano é limitada (5 a 10%), o que significa que hemp é fonte útil, mas não substitui peixes gordos como fonte de ômega-3 ativo.

Não. Embora sejam da mesma espécie botânica da maconha (Cannabis sativa), as variedades usadas para produção alimentar têm teor de THC desprezível, regulado internacionalmente. Não há efeito psicoativo em nenhuma quantidade prática de consumo alimentar.
Sim, o produto alimentar é permitido para importação e consumo dentro do limite regulatório de THC. É encontrado em lojas de produtos naturais, lojas online e algumas redes de supermercados. A regulamentação nacional restringe a produção agrícola de plantas com THC alto, questão distinta do produto alimentar importado.
Sim, e com particularidade importante: é uma das poucas fontes vegetais de proteína completa (todos os aminoácidos essenciais em proporções adequadas). Fornece 31,6 g de proteína por 100 g, com alta digestibilidade. É particularmente valorizada por vegetarianos, veganos e por quem busca diversidade proteica.
Contém ômega-3, mas na forma vegetal (ácido alfa-linolênico, ALA), diferente do salmão que fornece EPA e DHA (formas ativas). A conversão de ALA em EPA/DHA no organismo humano é limitada (5 a 10%), o que significa que hemp é fonte útil de ômega-3 vegetal, mas não substitui peixes gordos como fonte de ômega-3 ativo.
2 a 3 colheres de sopa por dia (20 a 30 g) é referência habitual, fornecendo cerca de 110 a 165 kcal, 6 a 9 g de proteína completa, ômega-3 ALA, fibras, ferro e magnésio. O sabor suave permite consumo diário sem enjoo, incorporado a vitaminas, saladas, iogurtes e mingaus.
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