
Chás aparecem muito nas consultas — às vezes como aliados legítimos, às vezes com expectativas exageradas. Abaixo o que a ciência realmente diz sobre o chá de canela, sem exagero para nenhum lado.
1 pau de canela (ou 1/2 colher de chá em pó) em 200ml de água fervente. Ferver por 5 minutos ou abafar por 10.
Meta-análise com 543 pacientes diabéticos mostrou redução média de 24 mg/dL na glicemia de jejum com 1-6g de canela/dia. O efeito é mais pronunciado em pessoas com glicemia descontrolada.
Canela cássia (mais comum) contém cumarina, que em excesso pode afetar o fígado — limite 1-2g/dia. Canela Ceylon (verdadeira) tem mínima cumarina e é mais segura. Não substitui medicação para diabetes.
Estudos sugerem redução modesta da glicemia de jejum (15-25 mg/dL) com 1-6g/dia, especialmente em diabéticos tipo 2. O mecanismo envolve melhora da sensibilidade à insulina. Porém, o efeito é complementar e nunca substitui medicação prescrita.
Ceylon é preferível para consumo diário por ter níveis muito baixos de cumarina (substância hepatotóxica). A cássia tem 1% de cumarina, e o limite seguro europeu é 0,1 mg/kg de peso/dia — facilmente ultrapassado com 1-2g de cássia diariamente. Ceylon custa mais, mas é mais segura.
Em doses culinárias pequenas (pitada no café, aveia), geralmente é seguro. Porém, chás fortes e doses medicinais de canela devem ser evitados na gravidez, pois podem estimular contrações uterinas. Consulte seu obstetra antes do consumo regular.
Quer orientação sobre Chá de canela no seu plano alimentar?