
Lipídio essencial produzido pelo fígado e obtido pela dieta, necessário para formação de membranas celulares, hormônios e vitamina D, mas prejudicial em excesso.
💡 Exemplo prático: O LDL (colesterol ruim) acima de 130mg/dL aumenta o risco cardiovascular, enquanto HDL (bom) acima de 40mg/dL é considerado protetor.
O colesterol é uma molécula essencial — sem ele, não fabricamos hormônios sexuais, cortisol, vitamina D nem ácidos biliares para digerir gordura. O fígado produz cerca de 75% do colesterol que circula no nosso sangue; só 25% vem da dieta. Como ele é insolúvel em água, viaja no sangue dentro de 'pacotes' de proteína chamados lipoproteínas — daí vêm os apelidos LDL ('colesterol ruim') e HDL ('bom'). O LDL leva colesterol do fígado para os tecidos e, em excesso, deposita nas artérias formando placas. O HDL faz o caminho oposto, recolhe e devolve ao fígado para reciclagem ou eliminação — é por isso que ele protege o coração.
| Alimento | Porção | Quantidade |
|---|---|---|
| Gema de ovo | 1 unidade | 186 mg |
| Camarão cozido | 100g | 189 mg |
| Fígado bovino | 100g | 275 mg |
| Manteiga | 1 colher (sopa) | 30 mg |
| Queijo prato | 1 fatia (30g) | 30 mg |
| Carne bovina (filé mignon) | 100g | 75 mg |
| Atum em conserva | 100g | 45 mg |
Para adultos saudáveis, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (2017) considera ideais: colesterol total <190 mg/dL, LDL <130 mg/dL (mais rigoroso para alto risco), HDL >40 mg/dL (homens) ou >50 mg/dL (mulheres), triglicerídeos <150 mg/dL. Não há mais limite estrito de colesterol da dieta — pesquisas recentes mostram que gordura saturada e trans afetam o LDL muito mais que o colesterol em si.
Colesterol muito baixo (<130 mg/dL total) é raro em adultos comendo normalmente, mas quando ocorre pode prejudicar produção hormonal, qualidade da membrana celular e a absorção das vitaminas A, D, E e K (lipossolúveis). O que é comum no consultório é o oposto: LDL elevado por dieta rica em ultraprocessados, gordura trans e excesso de carboidratos refinados — esse perfil aumenta o risco de doença coronariana mesmo em pessoas magras. Outro padrão preocupante é o HDL baixo combinado com triglicerídeos altos, marcador clássico de resistência à insulina.
Sim, para a maioria das pessoas saudáveis. Estudos publicados nos últimos 10 anos mostraram que o colesterol da dieta tem impacto pequeno no LDL sanguíneo da maior parte das pessoas. O consumo diário de 1-2 ovos não está associado a maior risco cardiovascular em adultos saudáveis. Pessoas com alta absorção genética (cerca de 25%) podem precisar moderar — descubra com exame e nutricionista.
Não. Para LDL moderadamente elevado e baixo risco cardiovascular, mudanças alimentares e exercício podem reduzir LDL em 15-30% em 3 meses. Para risco alto, doença coronariana já estabelecida ou hipercolesterolemia familiar, a estatina costuma ser indicada — mas a alimentação continua importante mesmo com medicação.
Não — todo colesterol da dieta é igual quimicamente. Os 'tipos' (HDL e LDL) referem-se às lipoproteínas que carregam colesterol no nosso sangue, e isso é fabricado pelo fígado, não pelo alimento. O que o alimento muda é o perfil que o fígado produz: gordura saturada eleva LDL; fibras solúveis e gorduras boas elevam HDL e baixam LDL.
Quer orientação sobre Colesterol no seu plano alimentar?