
Segundo mineral mais abundante no corpo, essencial para formação de ossos e dentes, produção de energia (ATP) e integridade das membranas celulares.
💡 Exemplo prático: A recomendação de fósforo para adultos é de 700mg/dia. Uma porção de 100g de frango fornece cerca de 200mg e um copo de leite, 230mg.
O fósforo é o segundo mineral mais abundante no corpo humano, atrás só do cálcio. Cerca de 85% fica nos ossos e dentes na forma de hidroxiapatita, formando a estrutura dura junto com o cálcio. O restante atua em funções vitais: forma o ATP (a moeda energética da célula), compõe o DNA e RNA, ajuda na contração muscular, no equilíbrio ácido-base e na ativação de enzimas via fosforilação. No consultório, raramente vejo deficiência por dieta — o desafio moderno é o oposto: excesso de fósforo via aditivos em ultraprocessados, que sobrecarrega rins de pessoas com função renal já comprometida.
| Alimento | Porção | Quantidade |
|---|---|---|
| Castanha-do-pará | 30g (8 unidades) | 215mg |
| Sardinha em conserva | 100g | 490mg |
| Carne bovina filé | 100g | 200mg |
| Frango peito cozido | 100g | 215mg |
| Leite integral | 1 copo (240ml) | 230mg |
| Lentilha cozida | 1 xícara (200g) | 356mg |
| Ovo inteiro | 1 unidade | 95mg |
DRI adultos: 700 mg/dia. Gestantes e lactantes: 700 mg/dia. A maioria das dietas brasileiras supera essa recomendação facilmente — proteínas e laticínios são ricos em fósforo. O risco está mais no excesso (especialmente via aditivos como ácido fosfórico em refrigerantes) que na falta.
Deficiência alimentar é raríssima — só ocorre em desnutrição grave, alcoolismo crônico ou uso prolongado de antiácidos com alumínio. Sintomas incluem fraqueza muscular, dor óssea, perda de apetite, formigamento e, em casos graves, problemas de coordenação e raquitismo em crianças. O quadro mais comum no consultório é o oposto: hiperfosfatemia em pacientes renais crônicos, que precisam controlar o fósforo da dieta.
Geralmente não. Rins saudáveis excretam o excesso na urina sem dificuldade. O problema aparece em doença renal crônica, quando a excreção falha — aí o fósforo se acumula, calcifica vasos sanguíneos e piora o quadro renal num ciclo vicioso.
Quase nunca. Dieta brasileira média já fornece bem mais que a recomendação. Suplementação só faz sentido em situações clínicas específicas (cirurgia bariátrica, deficiência diagnosticada) e sempre sob orientação.
Sim, e é grande. O fósforo natural dos alimentos vem ligado a proteínas e fitatos, com absorção de 50-60%. Já o fósforo de aditivos (sufixo 'fos' nos rótulos) é livre e absorvido em mais de 90% — perigoso para rins comprometidos.
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