
Exame que utiliza raios X de baixa quantidade (DXA — Dual-energy X-ray Absorptiometry) para medir a densidade mineral óssea. É o padrão-ouro para rastreamento e acompanhamento de osteopenia e osteoporose. Existe também a versão de composição corporal, que mede percentuais de gordura, massa magra e conteúdo mineral ósseo por segmento — considerada a referência mais precisa para avaliação de composição corporal, superando a bioimpedância em acurácia.
💡 Exemplo prático: A densitometria óssea é recomendada para todas as mulheres acima de 65 anos e homens acima de 70 como rastreamento preventivo. A versão de composição corporal é referência para atletas e programas de emagrecimento, fornecendo percentuais precisos de gordura e massa magra por segmento corporal com margem de erro de apenas 1-2%.
A densitometria óssea (DXA) mede a densidade mineral dos ossos, principalmente coluna lombar e fêmur proximal, usando dois feixes de raios X de energias diferentes. O resultado é expresso em T-score (comparação com adulto jovem saudável) e Z-score (comparação com pessoas da mesma idade e sexo). T-score acima de -1,0 é normal; entre -1,0 e -2,5 é osteopenia; abaixo de -2,5 é osteoporose. A DXA de composição corporal analisa o corpo inteiro e segmentos (braços, pernas, tronco) separadamente, fornecendo percentuais de gordura, massa magra e massa óssea com margem de erro de 1-2% — a mais precisa disponível. A radiação é mínima (0,001-0,004 mSv por exame), equivalente a poucas horas de radiação natural ambiental. O exame dura 10-20 minutos, é indolor e não requer preparo especial. Fatores que podem alterar resultados incluem artefatos metálicos (próteses, piercings), calcificações vasculares e posicionamento incorreto.
| Alimento | Porção | Quantidade |
|---|---|---|
| DXA de coluna e fêmur | 1 exame | T-score osteoporose |
| DXA composição corporal | 1 exame | % gordura por região |
| Cálcio dietético | 1.000mg/dia | Manutenção óssea |
| Vitamina D suficiente | ≥30 ng/mL no sangue | Absorção do cálcio |
| Treino de força | 2-3x/semana | Estímulo osteogênico |
| Impacto controlado | Caminhada, dança | Densidade óssea |
DXA óssea: recomendada para mulheres a partir dos 65 anos (ou pós-menopausa precoce), homens acima de 70, ou em qualquer idade com fatores de risco (uso de corticoide, fratura por fragilidade, IMC abaixo de 20, tabagismo). DXA composição corporal: útil para atletas, pessoas em programa de emagrecimento e acompanhamento de sarcopenia. Repetir a cada 1-2 anos na mesma máquina para comparabilidade. Antes do exame: evitar cálcio suplementar no dia, evitar roupas com metal.
Não fazer densitometria quando indicado é perder oportunidade de prevenção: a osteoporose é silenciosa até a primeira fratura. A perda óssea pós-menopausa é acelerada (2-3% por ano nos primeiros 5-7 anos) e a detecção precoce permite intervenção nutricional e farmacológica eficaz. Grupos de risco que devem considerar o exame: mulheres pós-menopausa, homens acima de 70 anos, pessoas em uso crônico de corticoides, histórico familiar de osteoporose e fratura por fragilidade prévia.
Pelo SUS é coberta com indicação para grupos de risco. Na rede particular, custa entre R$200-450 (óssea) ou R$300-700 (composição corporal). A maioria dos planos de saúde cobre com pedido e justificativa.
Para precisão absoluta, sim — margem de erro de 1-2% vs 3-10% da bioimpedância. Para acompanhamento frequente e acessível, bioimpedância é mais prática. Idealmente, DXA a cada 6-12 meses e bioimpedância mensal para acompanhar tendência.
Mulheres acima de 65, homens acima de 70, qualquer pessoa com fatores de risco (corticoides, fratura prévia, IMC baixo, tabagismo, menopausa precoce). Profissionais de saúde orientam a periodicidade conforme o resultado inicial.
Exercícios com impacto e carga (musculação, caminhada, corrida leve) estimulam formação óssea. Natação e bicicleta, apesar de excelentes para condicionamento, têm menor efeito osteogênico por serem sem impacto.
Não necessariamente. Com intervenção adequada (exercício, nutrição, vitamina D, cálcio), a perda pode ser estabilizada ou até parcialmente revertida. A densirealizetria seriada (a cada 1-2 anos) monitora a evolução.
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