
Poliol (álcool de açúcar) encontrado naturalmente em frutas fermentadas, usado como adoçante de baixa caloria com cerca de 70% do poder adoçante do açúcar.
💡 Exemplo prático: O eritritol tem apenas 0,2 kcal/g (contra 4 kcal/g do açúcar) e não afeta a glicemia, sendo uma opção popular para diabéticos e dietas low carb.
Eritritol é um poliol (álcool de açúcar) que ocorre naturalmente em pequenas quantidades em frutas e fermentados. O comercial é produzido por fermentação de glicose por leveduras. Tem cerca de 70% do poder adoçante da sacarose, com sabor muito próximo do açúcar comum (sem o residual amargo da estévia ou metálico da sacarina). Diferente de outros polióis (xilitol, sorbitol), o eritritol é absorvido no intestino delgado e excretado na urina sem ser fermentado pela microbiota — por isso quase não causa diarreia ou gases. Não eleva glicemia nem insulina. No consultório, é minha primeira escolha para diabéticos e pessoas em dieta cetogênica que querem doce sem comprometer o metabolismo. Em assados funciona bem, embora cristalize ao esfriar.
| Alimento | Porção | Quantidade |
|---|---|---|
| Eritritol em pó (puro) | 1 colher chá ≈ 1 colher chá açúcar | 0 kcal — substitui 1:1 com discreta perda de doçura |
| Eritritol + estévia (mistura comercial) | 1 colher chá | Mais doce, sem residual |
| Frutas (naturalmente) | 1 unidade | 0,3-0,5g (quantidade desprezível) |
| Vinho, cerveja, queijos fermentados | Consumo normal | Quantidade desprezível |
| Sobremesas keto industriais | 1 porção | 5-15g |
| Adoçantes 'naturais' diet (Truvia, Pyure) | 1 sachê | Eritritol + estévia ou monk fruit |
IDA da Anvisa: 1 g/kg de peso corporal/dia (60kg = 60g, equivalente a ~10 colheres chá de açúcar). Para uso prático, doses até 30-40g/dia são bem toleradas pela maioria. Doses >50g de uma vez podem causar desconforto digestivo em pessoas sensíveis. Não há contraindicação em diabéticos, gestantes ou crianças — mas moderação é princípio sempre.
Não há (não é nutriente). Cuidados: estudo de 2023 (Cleveland Clinic) sugeriu associação entre níveis altos de eritritol no sangue e eventos cardiovasculares, mas correlação não comprovou causalidade — e os participantes consumiam doses muito acima do uso comum. Maioria das agências regulatórias mantém eritritol como seguro em doses de uso doméstico. Para uso esporádico e moderado, evidência atual ainda favorece como uma das melhores opções de adoçante.
Há um estudo recente sugerindo associação, mas em doses muito altas e ainda não confirmada como causa. Em uso moderado (até 30-40g/dia), perfil de segurança continua melhor que açúcar comum. Pessoas com risco cardiovascular elevado que consomem doces frequentes em quantidades grandes podem moderar.
Sim e não. Ocorre naturalmente em frutas e fermentados, mas o comercial é produzido por fermentação industrial de glicose por levedura. Mais 'natural' que sucralose ou aspartame, mas não é colhido de uma planta. Define-se como 'natural' pela origem do processo (biotecnológico vs sintético).
Tecnicamente não — não tem calorias absorvidas. Mas pode ter um efeito psicológico parecido com adoçante: manter o paladar adaptado a doce mantém o desejo. Para emagrecimento sustentável, reduzir gradativamente o doce em geral funciona melhor que substituir tudo por adoçante.
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