
Vitamina lipossolúvel essencial para a coagulação sanguínea e para o metabolismo ósseo, presente em duas formas principais: K1, em vegetais verdes, e K2, em alguns fermentados e alimentos de origem animal.
💡 Exemplo prático: Couve, espinafre e brócolis são as principais fontes de K1; gema, queijos curados e o natto japonês contribuem com K2.
A vitamina K participa da síntese de fatores de coagulação no fígado — daí o nome, vindo do alemão Koagulation. Também é cofator de proteínas envolvidas no metabolismo ósseo e na regulação do cálcio nos tecidos. Existe em duas formas dietéticas principais: a K1 (filoquinona), abundante em folhas verde-escuras, e a K2 (menaquinonas), encontrada em fermentados e em alimentos de origem animal. Parte da K2 também é produzida pela microbiota intestinal. As recomendações ficam em torno de 90 microgramas/dia para mulheres e 120 microgramas/dia para homens adultos. Em pessoas com alimentação que inclui vegetais regularmente, a deficiência é incomum. Um ponto editorial importante: a vitamina K interage com os anticoagulantes cumarínicos (varfarina, femprocumona) — mas a recomendação atual para quem usa esses remédios não é cortar vegetais, e sim manter um consumo estável, para que a dose do anticoagulante seja ajustada com base num padrão alimentar previsível. Oscilações grandes na ingestão (semanas sem vegetais alternando com semanas com excesso) é que descontrolam o INR.
| Alimento | Porção | Quantidade |
|---|---|---|
| Couve | 1 xícara crua | muito rica em K1 |
| Espinafre | 1 xícara cozido | K1 + folato + ferro |
| Brócolis | 1 xícara | K1 + fibras |
| Alface verde-escura | 2 xícaras | K1 |
| Salsa fresca | 1 colher de sopa picada | alta concentração de K1 |
| Gema de ovo | 1-2 unidades | K2 (menaquinona) |
| Natto (fermentado japonês) | 50 g | uma das maiores fontes de K2 |
| Queijos curados | 30 g | K2 |
Para a maioria das pessoas, alimentação com vegetais verde-escuros regulares cobre as necessidades. Couve, espinafre, brócolis, alface verde-escura e salsa entregam K1 com facilidade; gema de ovo, queijos curados e algumas fontes fermentadas contribuem com K2. Como vitamina lipossolúvel, precisa de gordura para absorção — saladas com azeite ajudam. Em adultos saudáveis sem indicação específica, suplementação rotineira não traz benefício documentado. Para pessoas em uso de anticoagulantes cumarínicos, a estratégia é estabilidade no consumo de vegetais verdes — qualquer mudança grande de hábito alimentar deve ser conversada com o médico que ajusta a dose do remédio.
A deficiência clinicamente importante de vitamina K em adultos saudáveis é rara, justamente porque vegetais verdes e produção pela microbiota costumam ser suficientes. Quando ocorre, geralmente associa-se a quadros de má absorção de gordura (doença celíaca em atividade, fibrose cística, doença hepática avançada, colestase) ou ao uso crônico de antibióticos de amplo espectro, que reduzem a flora produtora de K2. Sinais possíveis incluem tendência a sangramentos, hematomas com facilidade e prolongamento do tempo de coagulação. Recém-nascidos são uma exceção importante: nascem com reservas baixas de vitamina K e recebem rotineiramente uma dose injetável logo após o nascimento para prevenir a doença hemorrágica do recém-nascido — prática consagrada por sociedades de pediatria. Em adultos em uso de varfarina, oscilações grandes na ingestão de vegetais verdes descontrolam o INR — não se trata de cortar, e sim de manter estabilidade. Suplementação de vitamina K em adultos saudáveis sem indicação não tem benefício documentado e pode confundir o ajuste de anticoagulantes.
Não. A recomendação atual é manter um consumo estável de vegetais verdes, não retirá-los, para que a dose do anticoagulante seja ajustada corretamente. Cortar ou variar muito é que desestabiliza o INR.
Sim, ela é cofator de proteínas envolvidas no metabolismo ósseo. Mas a saúde óssea depende de um conjunto — cálcio, vitamina D, proteína, exercício com impacto — e não só de vitamina K.
Os estudos não sustentam suplementação rotineira em adultos saudáveis para esse fim. Em situações clínicas específicas, o médico avalia individualmente.
Para prevenir a doença hemorrágica do recém-nascido. Bebês nascem com reservas baixas e recebem rotineiramente uma dose logo após o parto — prática amplamente consagrada pelas sociedades de pediatria.
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